If she’s feeling down
I’m there to pick her up
If she’s feeling sober
I’m there to fill the cup
If she’s getting bored
I’m there to tell a joke
If she’s getting emotional
Her tears I’m there to soak
If she wants to dance
I’m there to lead the way
If she’s feeling insecure
I know just what to say
If she’s feeling shy
I’m there to set her free
And if she’s feeling horny
There ends the night for me
Cause then the handsome man arrives
From his spot across the room
And I walk slowly to my corner
Her eyes, an invisible broom
There’s nothing left for me to do
Even less for me to say
No reason to praise the work
Of the world’s best human foreplay
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Interior Decoration
I'm going to take my heart out
To make room for my brain
I hardly ever use it
So there shouldn't be much pain
I know it's quite uncommon
But I go against the grain
With the choice of being sad
I just rather be insane
To make room for my brain
I hardly ever use it
So there shouldn't be much pain
I know it's quite uncommon
But I go against the grain
With the choice of being sad
I just rather be insane
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Quase
O novo ano está quase a chegar. Estou quase a fazer quase-promessas que só serão quase cumpridas. Estou quase a ficar quase-deprimido pelo balanço que vou fazer deste quase-ano. Estou quase a encontrar um objectivo para esta minha quase-vida.
Estou quase a publicar um livro. Estou quase pronto para deixar de me considerar um quase-escritor. Estou quase certo que o maior sonho da minha vida só me vai deixar quase feliz.
Estou quase apaixonado por quase alguém.
E tenho quase a esperança que tudo isto vai quase mudar.
Estou quase a publicar um livro. Estou quase pronto para deixar de me considerar um quase-escritor. Estou quase certo que o maior sonho da minha vida só me vai deixar quase feliz.
Estou quase apaixonado por quase alguém.
E tenho quase a esperança que tudo isto vai quase mudar.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Paradoxo
Odeio-te.
As minhas entranhas revoltam-se com a mera memória da tua existência. Teres nascido é a prova que Deus não é perfeito.
Morro um pouco por dentro sempre que me deito num dia em que pensei em ti. Como é que é possível que existam pessoas no mundo com uma capacidade tão inata para a crueldade?
Estou farto de ser manipulado por alguém com um QI de dois dígitos e um coração vazio.
Odeio quando me chamas. Odeio ainda mais quando me ignoras.
Derrubaste os alicerces da minha razão.
A minha vida seria tão mais fácil se não fosses o amor da minha vida.
As minhas entranhas revoltam-se com a mera memória da tua existência. Teres nascido é a prova que Deus não é perfeito.
Morro um pouco por dentro sempre que me deito num dia em que pensei em ti. Como é que é possível que existam pessoas no mundo com uma capacidade tão inata para a crueldade?
Estou farto de ser manipulado por alguém com um QI de dois dígitos e um coração vazio.
Odeio quando me chamas. Odeio ainda mais quando me ignoras.
Derrubaste os alicerces da minha razão.
A minha vida seria tão mais fácil se não fosses o amor da minha vida.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A Lógica do Amor
Apontou para um par ainda jovem, sentado em dois lugares no canto mais afastado da sala. Vestiam-se com a falsa despreocupação de quem assume o seu aspecto exterior como uma forma de marcar a sua rebeldia contra os conformismos do sistema, simultaneamente apresentando exactamente as mesmas escolhas estéticas que todos os outros ‘rebeldes’ com quem partilhavam opiniões sobre Nietzsche e shots de tequilha. Não podiam ser absolutamente mais nada que estudantes universitários.
«São perfeitos um para o outro. Ela gosta do Citizen Kane, do Star Wars e do Die Hard. Ele ouve quando ela fala e quando responde não está só a arranjar formas de voltar o tema da conversa para ele. Ela é bonita, mas não vaidosa, e não passa todo o santo dia a fazer compras. Ele nunca refila nas poucas vezes em que ela o arrasta. Ela é ainda mais sexy por ser inteligente. Ele é ainda mais charmoso por ter sentido de humor. E, no entanto, desde que ela se sentou que ainda não parou de olhar para o pintas de fato Armani sentado ali ao fundo do balcão».
Esperou que ela olhasse discretamente para o homem sorridente a cinco bancos de distância deles, o protótipo do homem ‘confiante’, com o sorriso típico de quem nunca não está a engatar. Quando ela se voltou de novo, com o canto esquerdo da boca levemente retorcido num esgar de gozo e desprezo, continuou.
«Ela sabe que está com a melhor pessoa que alguma vez encontrou, possivelmente até a sua alma gémea. Confia em mim, ela acredita em almas gémeas. Mas bastava uma vodka de limão e dois dedos de conversa sedutora por parte daquele atrasado mental, para o outro pobre coitado sentado à sua frente estar a ouvir, amanhã ao almoço, um discurso tão sentido quanto ridículo sobre como ela está arrependida, jura que nunca mais volta a acontecer e não compreende por que tem sempre este impulso para se deixar atrair pelos homens que a tratam mal quando tem o mais homem mais perfeito que alguma vez podia encontrar à sua frente».
Quando sentiu que ela ia comentar aquilo que acabara de dizer, interrompeu-a gentilmente com um movimento subtil com a mão que não segurava o copo. O modo como exprimia as suas opiniões era um acto coreografado de pseudo-filosofia, melhor absorvido quando ouvido na sua totalidade. Para ser totalmente honesto, a interrupção também fazia parte da coreografia.
«Mas também não quero que penses que estou a ser totalmente parcial. Ele não tem falta de culpas no cartório. Sabes por que é que ela tem podido estar tão obviamente a olhar para outro homem sem qualquer discussão? Porque ele nem está a reparar. E sabes por que é ele não está a reparar? Porque na sua cabecinha iludida, ele já a tem. Está conquistada. É dele. Nem sequer coloca a hipótese de, depois de ela ter dado o primeiro ‘sim’, alguma possa vez reverter para um ‘não’. A única coisa mais perturbante que a patologia feminina de só se atrairem por homens que vos fazem mal, é a patologia masculina de achar que uma relação amorosa é um acto único de conquista e não uma luta contínua por união».
«São perfeitos um para o outro. Ela gosta do Citizen Kane, do Star Wars e do Die Hard. Ele ouve quando ela fala e quando responde não está só a arranjar formas de voltar o tema da conversa para ele. Ela é bonita, mas não vaidosa, e não passa todo o santo dia a fazer compras. Ele nunca refila nas poucas vezes em que ela o arrasta. Ela é ainda mais sexy por ser inteligente. Ele é ainda mais charmoso por ter sentido de humor. E, no entanto, desde que ela se sentou que ainda não parou de olhar para o pintas de fato Armani sentado ali ao fundo do balcão».
Esperou que ela olhasse discretamente para o homem sorridente a cinco bancos de distância deles, o protótipo do homem ‘confiante’, com o sorriso típico de quem nunca não está a engatar. Quando ela se voltou de novo, com o canto esquerdo da boca levemente retorcido num esgar de gozo e desprezo, continuou.
«Ela sabe que está com a melhor pessoa que alguma vez encontrou, possivelmente até a sua alma gémea. Confia em mim, ela acredita em almas gémeas. Mas bastava uma vodka de limão e dois dedos de conversa sedutora por parte daquele atrasado mental, para o outro pobre coitado sentado à sua frente estar a ouvir, amanhã ao almoço, um discurso tão sentido quanto ridículo sobre como ela está arrependida, jura que nunca mais volta a acontecer e não compreende por que tem sempre este impulso para se deixar atrair pelos homens que a tratam mal quando tem o mais homem mais perfeito que alguma vez podia encontrar à sua frente».
Quando sentiu que ela ia comentar aquilo que acabara de dizer, interrompeu-a gentilmente com um movimento subtil com a mão que não segurava o copo. O modo como exprimia as suas opiniões era um acto coreografado de pseudo-filosofia, melhor absorvido quando ouvido na sua totalidade. Para ser totalmente honesto, a interrupção também fazia parte da coreografia.
«Mas também não quero que penses que estou a ser totalmente parcial. Ele não tem falta de culpas no cartório. Sabes por que é que ela tem podido estar tão obviamente a olhar para outro homem sem qualquer discussão? Porque ele nem está a reparar. E sabes por que é ele não está a reparar? Porque na sua cabecinha iludida, ele já a tem. Está conquistada. É dele. Nem sequer coloca a hipótese de, depois de ela ter dado o primeiro ‘sim’, alguma possa vez reverter para um ‘não’. A única coisa mais perturbante que a patologia feminina de só se atrairem por homens que vos fazem mal, é a patologia masculina de achar que uma relação amorosa é um acto único de conquista e não uma luta contínua por união».
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Never Drop It, Little Boy
Look at what the boy is holding
Careful, don’t let it fall
As you’re one with the universe
When you’re holding your little ball
He walks gingerly and scared
His task is all but small
His whole life hangs in the balance
Of that shifty little ball
Not immune to what surrounds him
He hears the sexy pleasuring call
Of a life devoid of boundaries
With no scary little ball
But what ominous and vile doom
Shall on his poor head befall
If the careless little idiot
Drops his precious little ball?
He would never let it happen
He would never have the gall
To risk venturing the world
Without his sacred little ball
Content in a land of nothing
Feels no need to have it all
The boy will never hear the sound
Of a bouncing little ball
Careful, don’t let it fall
As you’re one with the universe
When you’re holding your little ball
He walks gingerly and scared
His task is all but small
His whole life hangs in the balance
Of that shifty little ball
Not immune to what surrounds him
He hears the sexy pleasuring call
Of a life devoid of boundaries
With no scary little ball
But what ominous and vile doom
Shall on his poor head befall
If the careless little idiot
Drops his precious little ball?
He would never let it happen
He would never have the gall
To risk venturing the world
Without his sacred little ball
Content in a land of nothing
Feels no need to have it all
The boy will never hear the sound
Of a bouncing little ball
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O Homem no Espelho
Sou melhor do que tu.
Sou tão melhor do que tu.
Sou muito mais que um conjunto de piadas recicladas de maus comediantes prontas a sair de um coldre infinito de falta de talento e sensibilidade. Ninguém te acha piada nenhuma. Quanto te criticam ‘satiricamente’, estão na verdade a falar a sério. A tua existência fútil está perdida num fogo cruzado de sarcasmo e metaironia.
Sou inteligente, verdadeiramente inteligente. Tenho capacidade de formar pensamentos críticos sobre o que me rodeia e articulá-los naqueles oásis discursivos a que os antigos davam o nome de ‘opiniões fundadas’. O meu cérebro é mais que um arquivo de informações inúteis prontas a serem esgrimidas como idióticas armas para atingir alguma vácua superioridade. A minha cultura não existe para rebaixar a dos outros.
Sou directo e honesto, sem me tornar mal-educado e desagradável. Tu és exactamente o oposto.
Sou sensível e não tenho medo de o admitir. As estalactites do meu coração abandonado derretem em segundos com um beijo na cara de uma rapariga bonita. Faço um esforço concertado para nunca deixar que dúvidas auto-recriminadoras minem as minhas hipóteses de vir a encontrar amor. Estou farto de te ver a desperdiçar oportunidade atrás de oportunidade para encontrares verdadeira felicidade, simplesmente porque decidiste que era mais fácil queixares-te da tua falta de sorte do que fazeres algo para a tentar mudar. Tens a sorte que mereces.
Sou corajoso.
Sou tão melhor do que tu.
Estou farto de estar do lado errado do espelho.
Sou tão melhor do que tu.
Sou muito mais que um conjunto de piadas recicladas de maus comediantes prontas a sair de um coldre infinito de falta de talento e sensibilidade. Ninguém te acha piada nenhuma. Quanto te criticam ‘satiricamente’, estão na verdade a falar a sério. A tua existência fútil está perdida num fogo cruzado de sarcasmo e metaironia.
Sou inteligente, verdadeiramente inteligente. Tenho capacidade de formar pensamentos críticos sobre o que me rodeia e articulá-los naqueles oásis discursivos a que os antigos davam o nome de ‘opiniões fundadas’. O meu cérebro é mais que um arquivo de informações inúteis prontas a serem esgrimidas como idióticas armas para atingir alguma vácua superioridade. A minha cultura não existe para rebaixar a dos outros.
Sou directo e honesto, sem me tornar mal-educado e desagradável. Tu és exactamente o oposto.
Sou sensível e não tenho medo de o admitir. As estalactites do meu coração abandonado derretem em segundos com um beijo na cara de uma rapariga bonita. Faço um esforço concertado para nunca deixar que dúvidas auto-recriminadoras minem as minhas hipóteses de vir a encontrar amor. Estou farto de te ver a desperdiçar oportunidade atrás de oportunidade para encontrares verdadeira felicidade, simplesmente porque decidiste que era mais fácil queixares-te da tua falta de sorte do que fazeres algo para a tentar mudar. Tens a sorte que mereces.
Sou corajoso.
Sou tão melhor do que tu.
Estou farto de estar do lado errado do espelho.
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